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Veículos Eléctricos para a Prosperidade Renovável

July 4th, 2010 · 2010, Desafios Políticos, Desenvolvimento Sustentável

O conceito que engloba os veículos eléctricos é, a meu ver e sem dúvida, o que descrevo na terceira edição do livro “CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL – Soluções para uma Prosperidade Renovável” e em diversos artigos com os quais contribui ao longo destes últimos anos: após os necessários investimentos na optimização do desempenho passivo do edificado, o aproveitamento de recursos renováveis pode ser a alavanca mais importante para o desenvolvimento sustentável e para a prosperidade de Portugal, uma vez que assenta em recursos naturais e endógenos que são equitativamente distribuídos pelo território nacional. Para que a prosperidade resultante desta riqueza de recursos endógenos também seja distribuída, é essencial que criemos modelos de aproveitamento destes recursos que assentam na descentralização – pelo que precisamos de redes bidireccionais.

É muito gratificante observar as evoluções de ideias que lançamos ou que abraçamos no momento certo:
Enquanto Administradora Delegada da Lisboa E-Nova, em Agosto de 2008, foi-me colocado o desafio de, em poucas semanas, coordenar a implementação da primeira rede de postos de carregamento para veículos eléctricos em Lisboa – e assim, mesmo com as adversidades de nos encontrarmos em pleno período de férias, e com alguma relutância à inovação por parte de algumas das entidades, conseguimos inaugurar logo de seguida, em Setembro, no dia sem carros, a primeira rede de abastecimento para veículos eléctricos – com seis pontos e 12 tomadas. Participaram activamente neste processo a Câmara Municipal e a EDP.

Seguiram-se à inauguração largos meses de negociações com estas entidades para a rede vir a ser aberta – com abastecimento gratuito para todos os proprietários de veículos eléctricos. Também isto conseguimos…

Entretanto, criando um gabinete para a Mobilidade Eléctrica em 2009, o Governo criou as pontes relevantes com os grandes fabricantes de veículos eléctricos à escala internacional, conseguindo estabelecer acordos para trazer para Portugal o fabrico das respectivas baterias, entre outros. Lançou também o desafio aos fabricantes das tecnologias relevantes para o abastecimento de veículos eléctricos e envolveu no processo de implementação desta infra-estrutura mais de 20 Municípios num protocolo assinado em Junho de 2009. Um ano mais tarde são lançadas as seguintes notícias na imprensa (excertos de notícias de dia 30 de Junho de 2010): António Costa: O autarca, “a redução do consumo e a produção de energias renováveis constituem a única solução” para o problema. A este respeito, António Costa lembrou iniciativas desenvolvidas na cidade para a produção de energia solar, uma alternativa lógica numa cidade que é das que na Europa “mais horas tem de sol”.João Dias, da MOBI. E: Destacou, a este propósito, o facto de se poder passar a “levar as energias renováveis ao sector dos transportes”, … “aposta irreversível da indústria automóvel” neste tipo de veículos, com a criação de uma “rede inteligente”…

É positivo inaugurar, quase dois anos após a primeira rede piloto, os postos MOBI.E, mas o trabalho que cabe essencialmente ao Governo, é de assegurar a bidireccionalidade da rede eléctrica – e isto depende, por um lado, do modelo de gestão da infra-estrutura de abastecimento de veículos eléctricos, de todas as condicionantes legais impostas ao mercado, bem como da evolução tecnológica que permitirá esta bidireccionalidade à escala dos nossos contadores mas também à escala das baterias dos veículos eléctricos.

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SAÚDE – O REI VAI NU! O ESTADO (COM OS NOSSOS IMPOSTOS) INCENTIVA A DOENÇA

January 2nd, 2010 · Desenvolvimento Sustentável, Saúde

Todos sabemos quanto nos custa estar doentes (ou com menos saúde) mas nem todos pensamos quanto custa ao estado – ou seja a todos nós – estar doente (porque vivemos num estado em que existe um sistema de saúde pública excelente e que todos consideramos um direito adquirido).
O custo participada pelo estado (que não pagamos) associado a cada compra que fazemos na farmácia e a cada visita por doença que fazemos ao centro de saúde ou ao hospital está a ser partilhado por toda a população – aquela doente e aquela saudável. Ou seja os saudáveis estão a pagar para os doentes… À partida parece tratar-se de um modelo equilibrado, justo e solidário: os mais fortes compensam as incapacidades dos mais fracos. Mas neste modelo o equilíbrio é mesmo apenas aparente!
A mais frequentes doenças que castigam a nossa sociedade resultam de comportamentos errados – estilo de vida e alimentação. O estilo de vida inclui o quanto e como exercitamos o nosso corpo mas também a nossa mente – especialmente a atmosfera mental que criamos em nós – o estado de espírito – é sem qualquer dúvida determinante! E para além do estado de espírito, os comportamentos quotidianos que nos definem… Os diabetes (uma das principais causas é o consumo excessivo e sistemático dos açucares errados), a asma (uma das principais causas são os ambientes acéticos em infância seguidos de uma exposição sistemática à poluição atmosférica), a tensão arterial alta (uma das principais causas é o consumo excessivo e sistemático dos sais errados), o colesterol elevado (uma das principais causas é o consumo desequilibrado de gorduras)… e se é assim, então muitas doenças são evitáveis porque não resultam de condições inalteráveis.
A comparticipação do Estado em todos estes produtos e processos funciona como incentivo a estas muito más práticas. Qual então é a justificação para o estado (todos nós com os nossos impostos) incentivar este circulo vicioso?

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How Cap and Trade Works…by Annie Leonard

December 25th, 2009 · Construção Sustentável, Desafios Políticos

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Livia Tirone: há 20 anos a defender o ambiente em Portugal

December 10th, 2009 · Entrevistas

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PERDER ?

October 13th, 2009 · 2009, Desafios Políticos, Política

Quando aceitei integrar a lista de Pedro Santana Lopes, candidata à Câmara Municipal de Lisboa, estava consciente de que esta lista poderia ganhar e que poderia perder…

Numa perspectiva do número de votos, não há dúvidas que a nossa lista perdeu, e desejamos bom trabalho aos vencedores!

Pessoalmente, e para além de agora ser Vereadora eleita em Lisboa, sinto que ganhei muito por ter aceite este desafio da democracia.

Ganhei conhecimento sobre muitas realidades desta cidade, as quais nem estão à vista para quem não as procura, ganhei novos amigos e muito respeito pela equipa que integro e ganhei mais força ainda para lutar pelas causas que me movem…

Também aprendi que a realidade é maleável ! Se não tivesse exercido este direito democrático não teria ganho estes conhecimentos e continuaria a ter ilusões não fundamentadas que se manteriam e que me iriam impedir de avançar no meu caminho.

É um prazer, uma honra e faz sentido integrar a equipa de Pedro Santana Lopes.

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